Recursos Ergogênicos – Creatina

A utilização da creatina como substância ergogênica tem se tornado cada vez mais popular em academias e entre os atletas praticantes de atividade física onde uma explosão muscular é necessária.

 

O seu consumo porém, deve ser criterioso pois até hoje não se tem comprovação da sua segurança, já que existem estudos que mostraram alterações renais após a utilização dessa substância a longo prazo. A suplementação de creatina proporciona o aumento dos depósitos de fosfocreatina , a principal fonte de energia para atividades de curta duração e alta intensidade, além de favorecer o mecanismo de ressíntese das reservas de fosofocreatina e do próprio ATP (adenosina trifosfato). O aumento do conteúdo da fosfocreatina é postulado como sendo favorecedor do aumento da massa muscular, melhorando o desempenho anaeróbico. Ou seja, não existe ganho de performance em atividades ditas aeróbicas.

Normalmente, os estoques de fosfocreatina se esgotam nos primeiros 6 a 8 segundos da atividade de explosão tratando-se de energia pura, estocada para a utilização enquanto outros sistemas enzimáticos não estão ativados. Quem pode se beneficiar com isso são os atletas dos 100 metros rasos do atletismo ou nadadores dos 50 metros. Corredores de fundo, ciclistas de longa distância e outras modalidades aeróbicas ou dependentes do metabolismo da glicose, não terão o mesmo sucesso. Além disso existe um limite de saturação da musculatura, sendo que a partir desse ponto, não adianta haver aumento da dose que as concentrações da fosfocreatina na massa muscular não irão se alterar. Estudos mostram que após a parada da ingestão da creatina, níveis normais são atingidos após período de 4 a 5 semanas.

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