Síndrome do Treinamento Excessivo

É fato que a atividade física vicia. Trata-se de um vício saudável, mas como tudo na vida, o excesso pode trazer problemas à saúde. O excesso de treinamento pode ser tão prejudicial ou mais grave até do que a falta de atividade física. Normalmente, o exercício deve ser praticado de uma forma regular, com aumentos leves na intensidade e duração, e intercalado por períodos de descanso e sono adequados, para que o estoque de glicogênio muscular, (principal fonte de energia para o músculo ) seja refeito.

 

O excesso de treinamento está associado a falta de repouso e distúrbios nutricionais, o que costuma estar associado a todo o quadro, principalmente nas atletas femininas, preocupadas com sua imagem corporal e porcentagem de gordura. O treinamento excessivo pode levar a alterações no humor ( fadiga generalizada, depressão e irritabilidade excessiva), alterações no ciclo sono-vigília( insônia ), queda inexplicável da performance esportiva, frequência cardíaca de repouso elevada, dores musculares, uma susceptibilidade a infecção das vias aéreas superiores aumentada , distúrbios gastrointestinais, perda de peso e lesões de “overuse”.

 

Nas mulheres, é famosa a tríade da mulher atleta, que consiste em distúrbios alimentares, amenorréia ( ausência de menstruação ) e osteoporose. Existem teorias que postulam alterações hormonais associadas a perda da gordura corporal mínima necessária para a manutenção do ciclo menstrual associada a teorais que postulam que a liberação das endorfinas pela atividade física parecem alterar a secreção do neurormônio hipotalâmico GnRH, levando a alterações de produção dos hormônios FSH e LH. O estado de hipoestrogenismo prolongado pode levar à ocorrência da osteoporose precoce. A desordem alimentar ainda é pouco compreendida, mas pode variar desde uma restrição calórica até formas graves de anorexia nervosa e bulimia.

 

Outra patologia associada à síndrome do treinamento excessivo é a fratura de stress. A fratura de stress é mais freqüente em atividades de maior impacto nos membros inferiores. Normalmente ocorre na tíbia, podendo também ocorrer nos metatarsos e outros ossos dos pés, na coluna lombar e até nas costelas. O tratamento consiste no diagnóstico precoce e modificação dos fatores causais, proteção da região acometida, reabilitação e reinício gradual da atividade física.

 
1 Comment
  • Um comentarista do WordPress
    Posted at 17:25h, 11 dezembro Responder

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