Terapia por Ondas de Choque (TOC)

Terapia por Ondas de Choque (TOC) é um novo tratamento contra a dor e não-invasivo!

 

Aplicada ao sistema musculoesquelético.

 

História

 

Extracorporeal Shockwave Therapy = ESWT”

 

Durante a última Guerra Mundial, foi observado que marinheiros nadadores, os quais foram expostos à explosões de bombas, apresentavam-se intactos externamente. Entretanto, em seus tecidos internos apareciam sinais de regeneração celular ou leve trauma, o que foi atribuído às ondas de choque propagadas dentro da água, desencadeadas por estas explosões. Assim, surgiu, rapidamente, o interesse pelos efeitos biológicos bem como uso médico destas ondas.

 

Em 1971 – 1ª desintegração cálculo renal (HaeuslerlKiefer)
1981 – 1ª aplicação em osso de cobaias (Haupt)
Em 1988 – 1º tratamento pseudoartrose em humano (Valchanov)
1992: – 1º tratamento lendinose calcérea ombro (DahmenILoew)

 

A onda de choque (ou onda de impacto) é um pulso sônico ou uma energia cinética. Sua força de transmissão varia conforme as propriedades físicas do tecido aplicado (líquido ou sólido). Por isso, existem equipamentos específicos para utilização em cada área: urologia e ortopedia. Então, dentre os diferentes métodos de geração de ondas existem sistemas:

 

• Eletrohidráulico;
• Eletromagnético;
• Piezoelétrico.

 

Ação da TOC

 

As ondas de choque agem de diversas maneiras:

 

  • Mecânica, causando formação de microbolhas que eclodem fragmentando a calcificação;
  • Analgésica, por intenso estímulo local, liberando enzimas locais que atuam na fisiologia da dor;
  • Vascular, provocando microvasos que melhoram a irrigação e oxigenação local e, por consequência, reabsorção dos depósitos calcáreos ou cicatrização tecidual.

A TOC é um tratamento reconhecido pela Comunidade Médica Européia e aprovado pelo FDA (Estados Unidos). Além disso, vem sendo divulgada pela International Societyfor Musculoskeletal Shockwave Therapy (ISMST).

 

As indicações ortopédicas da TOC são:

 

  • Calcificações em tendões nos ombros;
  • Epicondilites do cotovelo (Tennis elbow);
  • Faceíte plantar nos pés (“esporão do calcâneo”);
  • Pseudoartroses (fraturas que não consolidaram logo após um período de 6 meses);
  • Bursite trocanteriana.

 

Como contra-indicações, temos:

 

  • Tumores musculoesquelético;
  • Infecções no local (abscesso);
  • Distúrbios da coagulação sanguínea;
  • Nos ossos em crescimento (nas fises).

 

A Sociedade Brasileira de Terapia por Ondas de Choque (SBTOC) e a ISMST recomendam o tratamento convencional dessas patologias. Por exemplo, medicamentos, fisioterapia, palmilhas e aparelhos de imobilização, conforme o caso. Geralmente, logo depois de um período de 6 meses sem obter resultado satisfatório é que utilizam a TOC. Assim, tem-se evitado uma série de cirurgias desde que se iniciou com a TOC.

 

Em geral, são recomendadas até 3 aplicações, com intervalo mínimo de 3 semanas. No entanto, existem casos (40-50%) em que uma única aplicação resolve o problema. Alguns pacientes, por exemplo, conseguem alívio imediato e por definitivo, enquanto outros devem aguardar até 6 ou 12 semanas pelo resultado final. Isso porque varia de acordo com a capacidade individual de cicatrização e do estágio de evolução da doença. Os procedimentos são realizados ambulatorialmente e, em média, demoram entre 20 a 40 minutos. Dessa forma, não é necessária nenhuma preparação especial. Apenas se utiliza anestesia por sedação ou anestesia local por infiltração nos casos de dor aguda ou de alta sensibilidade à dor (5 %).

 

Veja também:

 

Como funciona a TOC?

 

Não se trata de um choque elétrico, mas, sim, de um impacto mecânico.

 

As Ondas de Choque são um tipo de energia mecânica que penetra no tecido lesado e, assim, provoca um fenômeno chamado cavilação. Nesse sentido, microbolhas se rompem provocando como microrupturas no tecido inflamado, determinando a liberação de substâncias anti-inflamatórias locais, bem como estimulando um aumento na microcirculação local.

 

Além disso, este aumento de nutrição no local antes fibrosado leva a uma progressiva cura natal do processo inflamatório-degenerativo. Assim, podemos controlar a intensidade da energia com que as ondas de choque atingem o local a ser tratado. Quando utilizamos baixa energia produzimos alívio da dor e relaxamento muscular, quando se utiliza média energia ocorre a reparação tecidual e com alta energia pode ocorrer a estimulação óssea.

 

As ondas apenas atuam em tecidos lesionados, mas não causam nada em tecidos normais.

 

Como é o tratamento?

 

O tratamento é ambulatorial, não necessita internação ou anestesia a não ser para alguns casos de tratamento ósseo. Realizamos de 3 a no máximo 6 sessões com intervalo de uma semana entre cada aplicação. São aplicadas 2.000 ondas em cada sessão nos locais lesionados.

 

Quais são as indicações da TOC?

 

Sobretudo para pacientes com lesões crônicas que não obtiveram sucesso com outros tratamentos ou então que apresentam tendentes crônicas comuns em esportistas e trabalhadores. Ainda nesse sentido, as primeiras indicações confirmadas tanto na Europa como pelo FDA nos Estados Unidos são para epicondilite do cotovelo, fascite plantar com ou sem esporão de calcâneo, do ombro e pseudo artroses que são fraturas com atraso na consolidação. Entretanto, com o tempo, foram se ampliando as indicações, tanto que hoje tratamos tendões cronicamente inflamados em todo o corpo. Por exemplo, tendente do tendão de aquiles, tendente patear, da fascia lata no joelho, bursite trocanteriana, pubeite, epicondite medial no cotovelo e bursite de ombro.

 

Serve para problemas de coluna?

 

Nunca deve ser aplicado diretamente na coluna, cabeça e tórax. Além disso, temos tratado de dores musculares na região cervical irradiadas para os ombros e na região lombar irradiadas para os membros inferiores. Por isso, sempre em casos de dores crônicas sem melhora com os tratamentos habituais, temos trabalhado com o conceito de dor crônica miofascial com presença dos chamados pontos-gatilho, que são nódulos fibróticos intramusculares. Assim, com a aplicação das ondas conseguimos desfazer estes nódulos, obtermos a analgesia e o relaxamento muscular. Todas estas novas aplicações ainda estão sob estudos científicos para comprovar a sua efetividade, mas os resultados clínicos tem sido muito bons.

 

Quais os cuidados após a aplicação?

 

Repouso de atividades esportivas até a liberação pelo médico, calor ou, às vezes, gelo no local da aplicação 2 a 3 vezes por dia por 10 minutos. Assim como alongamentos leves e manter as atividades diárias, como andar e trabalhar normalmente.

 

Quais são os resultados?

 

Com cerca de 800 pacientes tratados desde 1999 nas variadas indicações, temos tido de 65 a 75% de bons resultados caracterizados por desaparecimentos da dor, reabsorção de calcificações e melhora da movimentação das articulações possibilitando o retorno às atividades profissionais ou esportivas. No entanto, a melhora não é imediata e ocorre na maioria dos casos entre 15 e 20 dias logo após o início do tratamento. Assim, considera-se o prazo final do tratamento com 3 meses quando pode, eventualmente, ser repetido se for necessário.

 

Quais as complicações?

 

O tratamento pode ser doloroso durante a aplicação ou então nos primeiros dias, devido ao estímulo dos tecidos lesionados. Não houve complicações locais ou sistêmicas importantes.

 

Quais as contraindicações da TOC?

 

Crianças, grávidas, distúrbios de coagulação, marcapasso, arritmias cardíacas graves e tumores locais.

 

Qual é o custo?

 

Este tratamento é particular não sendo coberto pelos planos de saúde porque não foi aprovada a relação dos procedimentos médicos da associação médica de 2003 na qual consta esta terapia.

 

Conclusão

 

Trata-se de uma nova possibilidade de tratamento para pacientes com dores crônicas que não tiveram resultado com os tratamentos habituais.

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